
Muitas vezes, a palavra ‘indução’ gera dúvidas e até receios. Acreditamos que a informação é a chave para uma experiência positiva.
💡 A indução do parto é uma intervenção segura, indicada quando os benefícios do nascimento superam os de prolongar a gravidez. Seja por questões de saúde materna, fetal ou tempo gestacional, o foco é sempre o bem-estar de ambos, mãe e bebé.
Por que é recomendada?
As causas mais comuns:
- Pós-termo: Quando a gravidez ultrapassa as 41 semanas.
- Rotura de membranas: A bolsa rompeu, mas as contrações uterinas não se iniciaram espontaneamente.
- Risco materno: Pré-eclâmpsia, diabetes gestacional ou colestase da gravidez.
- Risco fetal: Restrição de crescimento do bebé ou alterações no líquido amniótico.
Quando acontece?
- Gestações de baixo risco: Geralmente recomendada às 41 semanas de gestação.
- Casos específicos: Pode ser antecipada para as 37-39 semanas se houver patología materna ou fetal que implique intervenção.
Atenção: Cada caso é único e exige avaliação e orientação individualizada.
A escolha do método depende da avaliação obstétrica no dia da indução – colo do útero (Índice de Bishop):
- Mecânicos: Uso do balão de Foley (pequena sonda que dilata o colo fisicamente) — particularmente útil para quem já teve uma cesariana.
- Farmacológicos: Prostaglandinas (comprimidos ou fita vaginal) para amadurecer o colo.
- Ocitocina: Soro intravenoso para induzir contrações rítmicas.
- Amniotomia: Rotura artificial da bolsa amniótica.
O que esperar no dia?
–Serenidade e expectativas realistas são a chave para o sucesso: A indução do trabalho de parto pode ser um processo longo (poderá durar até 72h).
–Monitorização: O bem estar do bebé será acompanhado de perto por cardiotocografia (CTG).
–Alívio da dor: Terá acesso a todos os métodos de analgesia, como a epidural, tal como num trabalho de parto espontâneo.
–Mobilidade: Dependendo do método, poderá caminhar e movimentar-se.
Tem dúvidas sobre este tema?
As nossas especialistas estão cá para a esclarecer.